There can be only one – Il Dottore!

Só pode haver UM. Essa frase tão marcante no Highlander pode refletir o feito do italiano hoje. Acho que não merece menos do que a melhor música do melhor álbum da melhor banda pro melhor filme. Il Dottore hoje foi realmente digno disso:

Valentino Rossi acaba de vencer em Misano.

Isso é equivalente às vitórias de Ayrton Senna em Interlagos. Pra quem é fã do esporte como eu, posso dizer sem pudores que arrepiei hoje da mesma forma como arrepiei com aquelas vitórias que vi na TV nos anos 90.

Acho que pra galera que pegou o Senna, dá pra dizer que há empatia com aqueles momentos remotos e afirmar pra galera que tá vendo isso agora que quando ele vencia, era parecido com o que acontece agora em Misano. A gente tá vendo um pedacinho gigantesco da história ser escrito agora.

Hoje ele é um dos maiores nomes da história do esporte mundial. Ele consegue ser um mito maior do que sua própria categoria.

Além de tudo isso, ele consegue ser humano, gentil, sorridente, atencioso. Isso é Mágico. Ele para, abraça as pessoas. Cara, além de ser um dos maiores esportistas da história ele é uma pessoa de coração grande. Ele é realmente digno de ser um dos maiores esportistas da história do esporte mundial.

To rindo feito bobo aqui e soltando um trêmulo grito do tipo caralho, mano.

Velho, que vitória emocionante. Eu fiquei realmente vidrado na última volta e arrepiado com a possibilidade da vitória. O arrepio perdurou até a sua volta de desaceleração.

Digno de um Doutor. Rossi hoje é um PhD e não mais um Doutor.

Espetacular. De verdade! Valentino tem ESTRELA.

Marc é realmente digno de receber o bastião do esporte. Conseguiu fazer um ponto, o que é algo espetacular, mas é realmente algo pequeno perto do que é ver o maior ídolo de um esporte vencer em sua casa. Sou fã dele também, mas hoje tenho que dar odes e mais odes de admiração ao atual sumo Doutor das Motos.

Ah sim, a música! O que eu disse é verdade. A Kind of Magic é um dos clássicos do Queen de um álbum que serviu de trilha sonora pra um filme lindíssimo de nome Highlander.

Que ótimo jeito de começar um domingo! Ótima semana a todos!

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Assim você Matra o papai!

Eita, pera aí! Não era isso? Ou era?

Ah!

Enfim, que seja.

Vi essa n’algum lugar, provavelmente na foto de uma mulher bonita de cujo galanteador, no mínimo me motivou a escrevinharia do dia. Obrigado, cara! Se for teísta, que Deus lhe pague com boas recompensas. Caso contrário, que sejas feliz em sua jornada urbano-cosmopolita. Viu que sou grato da mesma forma, não? Pois é, gratidão é mato por aqui!

Jackie e sua bela Matra vitoriosa pelo principado charmoso de Mônaco.

Jackie e sua bela Matra vitoriosa pelo principado charmoso de Mônaco.

Voltando.

Por aí dá pra entender que não era isso. Mas, opa! Peraí de novo! Essa imagem é de um carro lindo, histórico e lendário na história das corridas. Então… era sim isso!

Tava procurando carros da parceria Matra-BRM, mas achei em outras instâncias. Achei coisas lindas como Cevert competindo no Grupo 5, ou mesmo outros carros igualmente lindos.

Vou ficar com essa do escocês voador. Por que? Por que sim é resposta!

Já que eu gosto de esmiuçar, vou colocar algumas coisas interessantes.

A Escócia, faz durante esses dias uma consulta popular para sua independência do Reino Unido. Sabem a importância disso?

Digamos que seja algo tão grandioso quanto o nosso 7 de setembro, com a diferença de que o God Save the Queen é cantado com muito orgulho pelos Britânicos (com exceção dos escoceses postulantes) até hoje.

Outro ponto é o primeiro título do Jackie Stewart. Muita gente o conhece por ser o Chefe do Rubens Barrichello nos anos 90. Outros, por ser um daqueles comentaristas que botou “o dedo na cara” e falou a respeito da conduta muitas vezes anti-desportiva do Ayrton Senna há mais de duas décadas.

Gosto do seu palmarés clássico. Aliás, pego essa palavra lusitana emprestada pra definir o que ele fez antes de ser esse senhor boa praça que sorri e é extremamente elegante no grid atual da categoria.

MS80 é o carro que substituiu o MS10 (duas primeiras corridas) e lhe deu seu primeiro campeonato. O cara é tão foda que venceu nos anos 60, venceu nos anos 70, venceu o Inferno Verde de Nürburgring Nordschleife (anel norte do circuito) e ainda tá vivo pra contar sua bela história de tri-campeão. É pouco ou quer mais?

Eu dou mais algumas provas de sua grandeza. Ele largou a categoria relativamente jovem. Ele viu um de seus melhores amigos ter uma das mortes mais cercadas de mistérios na categoria. Nessa época, ele já ciceroneava o jovem garoto que morreu degolado num circuito de Formula 1.

Imagem auspiciosa e triste. Piloto promissor lhe foi amigo e foi ceifado pelo destino.

Imagem auspiciosa e triste. Piloto promissor lhe foi amigo e foi ceifado pelo destino.

Falo aqui de François Cevert. O factual, realmente é isso. Ele era um jovem garoto, muito bem afeiçoado em sua época (a mulherada suspirava com suas fotos), que sofreu uma morte prematura nas pistas. O tom de mistério entra quando sua morte tem algumas histórias pra lá de misteriosas envolvendo premonições e outros assuntos que não falarei aqui agora.

Voltando ao Matra em questão. Sou fã de uma série de equipes e fabricantes que passaram pela história das corridas. Gosto de ler sobre Auto Union, Matra, Ligier, Simca, dentre muitas outras, e o escopo do texto, a própria BRM.

Como falei antes, houveram carros Matra com motores BRM. Gosto dos Britânicos por um ponto. Desenvolvedores natos, possuem uma das maiores obras primas que a categoria já ouviu em forma de som. Lógico que minha opinião conta, afinal o texto é meu.

São 16 cilindros em V, e n’alguns casos, em H. Isso aí, é assunto pra outro post, mas deixo o gostinho com um videozinho do youtube pra encerrar essa.

Saudações à todas as pessoas que pararam pra ler esta pequena coluna. Realmente, o blog ficou às moscas, mas a vida é assim. Em alguns momentos, é necessário priorizar outras coisas que não são tão prazerosas quanto à leitura e escrita. Enquanto a grana não vem, a busca por ela, prossegue.

Abraços e bom dia!

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E o campeonato de F1 recomeça pegando fogo… Será mesmo?

E o campeonato recomeça em Spa. Tudo muito lindo.

As curvas do vale da água vermelha fizeram seu septuagésimo quinto aniversário. Spa, famosa cidade que dá o nome ao estabelecimento em que as pessoas repousam suas belezas recebe o circuito que foi teve seu surgimento usando a ligação entre as cidades de Francorchamps, Malmedy, e Stavelot. Nesse final de semana, voltou a receber a categoria máxima do automobilismo, como diria nosso narrador.

Mesmo tratando o circuito com certo desdém, ali se faz dos seus mais belos espetáculos. Vez ou outra rolam algumas efemérides como o já mencionado aniversário da descida que termina na Raidillon. Dessa vez, também tivemos a estréia de André Lotterer pela Caterham. Quase isso, diga-se. Sua passagem na corrida foi curta. Mas bonita. Gostei de ver sua passagem pelo circuito onde venceu com seu R18 ano passado. É uma estrela de elevado quilate ocupando o grid.

A prova foi marcada por coisas normais de uma prova, exceção feita ao carro de Alonso protagonizando o início da volta de instalação e o toque entre os companheiros prateados. Costumeiro também foi o meu sono durante o decorrer da prova e os toques. O final foi bem divertido. Rosberg lembrou os tempos de Mansell ao tentar um stint suicida com pneus novos. A briga bem animada entre Magnussen, Button, Alonso e Vettel também depôs a favor da corrida.

Final das contas, me parece que o assunto do dia foi o tal toque. Ainda bem que assisti só de madrugada a corrida. Provavelmente teria perdido um tempo precioso digerindo as informações sobre o toque.

Sobre o pouco que li, penso que Hamilton nunca foi de dar espaço. Rosberg respeitou até ontem, pelo que parece. Esse pouco também me deixou a entender que rolaram discussões acaloradas sobre esse espaço antes da corrida. Reflexo da Hungria pelo que vi. Ou de todo o histórico de brigas entre ambos. A verificar. Esse tipo de postura nova do alemão deixa claro que ou Lewis abre espaço ou teremos colisão novamente.

Já que obedecerão futuramente à equipe, é bem provável que esse gostinho os caras que queriam ver o circo pegar fogo não terão. O que é o meu caso.

Desde Mônaco, ou antes, não assisto uma prova ao vivo e por inteiro. Hoje mesmo, assisti nesta madrugada. Isso, sem ter lido nada a respeito antes. Era uma prova que eu já sabia que perderia por compromissos musicais. Sábado também perdi a Classificação.

Com essa garantia de que não haverá emoção na briga prateada, a chance maior é que eu continue perdendo treinos e corridas pelo resto do ano. Essa briga tão ferrenha poderia reacender um clamor e comoção mundial pela categoria. Porém, ela tem tudo para se tornar uma frustração para os fãs mais hardcore desse esporte que vai ficando cada vez mais chato naquilo que interessa.

Até semana passada, me vi falando mais sobre as belas entre Vettel e Alonso do que sobre as vitórias de Ricciardo (mais uma hoje) ou mesmo sobre a briga das flechas prateadas. Quando era pra ser a bola da vez, algo me parece acabar com o assunto à panos quentes. Já que é pra ser, que seja. Afinal, tanto faz, né? É provável que o sono continue vencendo essa batalha entre corridas emocionantes e minha cama.

Até semana passada, me vi falando mais sobre as belas entre Vettel e Alonso do que sobre as vitórias de Ricciardo (mais uma hoje) ou mesmo sobre a briga das flechas prateadas. Quando era pra ser a bola da vez, algo me parece acabar com o assunto à panos quentes. Já que é pra ser, que seja. Afinal, tanto faz, né? É provável que o sono continue vencendo essa batalha entre corridas emocionantes e minha cama.
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Mil novecentos e sessenta e quatro na Formula 1!

Hoje, ganharam destaque vídeos coloridos sobre corridas de F1 antigas. Nomeadamente dos anos 60. Este, em questão, apareceu em abril deste ano, mas só agora, em agosto, ganhou destaque. Ele pertence ao canal British Pathé, que em sua lista, possui muitos vídeos históricos.
Músico que sou, me arrepiei com o som dos carros. Isso é altamente musical!
Ah, tem mais nos vídeos relacionados.
Vale o play!

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A saga do cabelo: sumiços, doações e aventuras

Esse é um texto diferente de tudo o que já postei aqui. Pensando se posto ou não, resolvi fazê-lo.

Último show de cabelo grande. :) Foto de Rafaela Vieira

Último show de cabelo grande. 🙂 Foto de Rafaela Vieira

Tempos atrás, Wolmer doou seu cabelo para o ACCG – Hospital Araújo Jorge de Goiânia. Denis também doou o dele. Nessas férias, pensei com mais carinho nisso, pois já estava na hora de mudar o visual. Conversando com amigos, levantei a possibilidade de repicar. Depois pensei melhor e achei que seria mais interessante doar o máximo que pudesse e esperar o tempo passar pra crescer ou adotar esse visual diferente do que estão acostumados nos palcos com minhas bandas.

Pleno feriado de quinta, lavo o cabelo pra deixar bonito e cheiroso e vejo que o barbeiro ao lado está aberto e faço o corte patrocinado por minha mãe Eliana e minha tia Edna. Agradeço muito. hehehehe Corto e como bem me ensinaram, embrulho num jornal para evitar o ressecamento. Minha mãe também me oferece duas bonitas e volumosas madeixas já cortadas de minha sobrinha.

Na sexta, passo na Rodoviária de Goiânia perto das onze da manhã para encontrar a amiga Mikaele que embarcaria para uma viagem. Como a Rodoviária seria ponto de baldeação por meio do meu cartão integração, levei junto os cabelos. Deixei bem embrulhados e coloquie numa sacola para seguir ao Hospital Araújo Jorge afim de fazer a entrega.

Por um vício de praticidade, gosto de amarrar as sacolas em minha calça no passador do cinto (não sei o nome, ok?). Prefiro andar com as mãos livres. Em determinado momento, sinto um esbarrão. Isso foi após completar o saldo do meu cartão do ônibus. Até hoje eu não sei se me furtaram ou se esbarrei em alguma quina e a sacola (amarrada em minha calça) caiu no chão. Isso não vem mais ao caso. Sendo furto ou achado, perdoo quem o fez. Me ajudou de uma forma abstrata, talvez até melhor do que só entregar o cabelo e voltar feliz e calado pra casa.

Depois de uma tarde de pensamentos acerca do ocorrido, resolvo fazer a primeira postagem no meu perfil do Facebook. Perguntei se alguém viu uma sacola com cabelos. Completamente sem sentido, né? Eu sei. Não havia muito o que fazer e eu realmente me frustrei com a situação. Senti meu dia perdido, pois a finalidade não se cumpriu.

Muita gente se solidarizou comigo e isso trouxe paz pro meu dia. Apareceram Flavia, Carol, Marinnara e André para me doarem cabelos seus e de familiares. Isso me trouxe ainda mais alegria, pois de repente, o cabelo perdido criou novas possibilidades. Com isso, talvez a finalidade se tornaria possível: a entrega dos cabelos no hospital. O amigo Fernando também se inspirou, e como é de outra cidade, acho muito mais bonito que o faça por lá.

Dois dias depois, no domingo a noite, Karla me avisa que ela e sua mãe passaram na Rodoviária e antes de adentrar, perceberam uma mecha na rua. Estava suja, pisoteada, com um desgaste típico de algo que virou lixo em nossas vias públicas. Nesse momento, senti um pouco de paz em saber que meu cabelo foi encontrado. Me entristeci por não ter conseguido entregar. Tudo bem, acho que tudo tem uma finalidade, e de repente, era pra ser assim mesmo.

Ontem, estive no meu trabalho visitando uns colegas e contando um pouco da saga. Até a Natália gostou da ideia pra caso mude o visual por agora. Tem meu total apoio!

Nesse momento, tenho muito mais a agradecer do que ficar triste. A solidariedade e empatia provocada por essas postagens me dão muita fé na humanidade. Sim, sou teísta, acredito em Deus, em Jesus Cristo e convivo bem com meus amigos que possuem outras posturas frente à fé.

Por isso eu digo que todos que curtiram, compartilharam, me deram palavras de solidariedade como o Arthur me ajudaram de alguma forma. E continuam ajudando. O melhor. Isso tudo não é por mim, mas sim por um bem comum que vale muito mais do que o individual. Aqui não importa o que eu faço, mas sim o destino desses cabelos.

O Hospital Araujo Jorge recebe doações de cabelos. A maioria dos hospitais da Associação de Combate ao Câncer, penso eu, também.

Esse é o site do nosso hospital goianiense, talvez na internet existam os outros. Pelo que eu vi, a Associação é nacional:
segue aí:
http://www.accg.org.br/

Uma peruca feita com esse cabelo pode significar um muito pra quem o recebe. Todos sentimos um sopro de confiança quando mudamos o visual. Os elogios dos amigos, familiares nos dão muita alegria. Isso interfere sobremaneira no nosso dia a dia.

Pra quem enfrenta um malogro tão intenso, isso pode significar um impulso maior na vontade de se curar. Já viram que quando nossa auto estima está lá no chão até as doenças parecem se aproveitar para atacarem? É.. baixa estima também reduz nossa imunidade. Dá pra imaginar porque é tão importante uma peruca pra alguém que perdeu todos os pelos do corpo, inclusive o tão valorizado cabelo, né?

Além de tudo isso, perdi um tio para o Câncer. Foi uma batalha dura. Quem convive conosco sabe o quanto sofremos com a partida do Maneco há cinco anos. Sempre me senti um devedor por isso. Sei que sua passagem aqui não foi em vão. Ele foi uma referência paterna pra mim. Então imaginam o quão pesada foi sua perda, não é? Meu bigode usado nos últimos shows se tornou uma forma de homenageá-lo, penso eu. Ele também era fã do Queen como minha tia/mãe Eni e usou bigode durante algumas décadas. hehehe Quando soube que meu disco infantil ouvido nos tempos de bebê era o Flash Gordon, me identifiquei ainda mais com ele.

Sem cabelo e sem bigode. Será que teremos doações? Espero que sim. :)

Sem cabelo e sem bigode. Será que teremos doações? Espero que sim. 🙂

Enfim, acho que isso explica toda a saga do cabelo. hehehehe

Edit:
Novo capítulo na saga do Cabelo. Juliana me informou que o Araújo Jorge está com a campanha em suspenso. Nesse momento sobra cabelo e falta mão de obra para confeccionar as perucas. Eles também aceitam diversos tipos de doação. Hoje, o hospital urge por doação de sangue, de todos os tipos. Quem costuma doar, é só aparecer lá, ou ligue no número informado na imagem abaixo.

Já que não serve cabelo, serve mão de obra e muitas outras coisas. A galera necessita!

Já que não serve cabelo, serve mão de obra e muitas outras coisas. A galera necessita!

Ou então sei lá, talvez os hospitais de outras cidades também necessitem de cabelos, sangue, roupas, doações diversas, enfim, qualquer coisa.

Um ótimo dia a todos, e fiquem com Deus.

Abraços a todos.

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Willkommen in der Welt der Menschen, Meister siebensterne des Rennsports

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Saudações alvissareiras. Kaiser acordou!

Nenhuma notícia consegue ser tão importante quanto essa pra Formula 1. Seu maior vitorioso conquistou mais uma ontem!

Abri um largo sorriso ontem com isso. Penso que a notícia por si só, valeu o dia. Aliás, o ano! Nem mesmo uma reedição de Senna/Prost com os dois ótimos Hamilton e Rosberg conseguirá me fazer satisfeito como ontem. Legal demais a notícia que li ontem.

Obviamente, é um momento de cuidado. Crítico eu diria. As informações se desencontram. O período mais promíscuo é agora. Se semeia boatos, especulações e até mesmo afirmações incorretas baseadas em opiniões. Ou seja, pro jornalista sério, é o pior momento possível: lidar com a precisão ou com a velocidade da informação pode destruir uma carreira ou levar ao estrelato midiático.

Prefiro acompanhar os cuidadosos. Sou paciente e espero a precisão.

Assim como Ico, Carioli e Speeder, prefiro ser cauteloso quanto a isso. Melhor esperar que o tempo nos tragam as informações precisas e oficiais que nos aliviarão em saber que ele está vivo e pode viver mais. O resto, é lucro. Creio em Deus, e por isso, rezo por sua recuperação. Nem todos o são, mas quem gosta de corridas, com certeza torce pelo seu reestabelecimento. Cada um com sua crença usando de uma generosidade coletiva que poucas vezes eu vi.

Nesse momento de expectativa, dá pra ser otimista e pessimista. A linha entre ambas perspectivas é tênue o suficiente pra se romper com um sopro. Por isso reforço a relevância de minha paciência.

Escrevinharei algumas linhas sobre Michael Schumacher.

Não foi sempre que este torto escriba torceu pelo alemão. Deve haver uns poucos anos. Torci por ele em seus anos de Mercedes. Tal qual foi com Barrichello, cresci com a carreira de ambos no esporte a motor. Torcedor do Rubens que sou, já refutei Schummy algumas vezes. Até mesmo meu desinteresse pela categoria entre 2003 e 2008 pode se originar disso.

Não há como negar que tanto ele quanto Senna, são nomes quase impossíveis de se ignorar. Pro bem e pro mal, ambos movimentam comoção seja ela por amor, seja ela por ódio. Não vejo indiferênça a ambos como vejo a outros pilotos igualmente relevantes pro esporte.

Passei a estudar um pouco de sua história. Tudo tem a ver com minha voracidade de leitor. Passei a admirá-lo por isso. Identificação pessoal mesmo. Uma aula de vida, eu diria.

Sou extremamente meticuloso em tudo o que falo. Desde cimentar o chão até a montar e arranjar uma música. Me preocupo com cada detalhe com cada pessoa que faz parte daquilo, desde a limpeza até o produtor executivo. Não, ainda não tivemos um, mas teremos. hahahahhaha

Voltando. Sua história me mostrou que ele sempre foi um trabalhador. Vaidades a parte, é belíssima a cena dele entrando nos boxes da Ferrari e cumprimentando sua equipe de Mecânicos após uma derrota. Aquilo é nobre. Lógico que ele aprendeu a perder no seu tempo de Mercedes. Ainda assim, é nos seus anos de Glória e Luta que eu observo suas características se ressaltarem e me despertar tanta admiração.

Penso que um sucesso tão acachapante numa categoria como a Formula 1 é muito complexo de se explicar. Como sou observador, notei desde a vontade e inteligência de Todt que carregou tudo à mão de ferro até a Barrichello que tinha um ótimo Feedback. Nesse ponto, o meu ranço acabou. Penso que ali, apesar do declarado Status de Primeiro Piloto, houve a criação de uma equipe minunciosamente estudada para ser eficiente em todos os pontos possíveis. Talvez isso me faça acreditar que o sucesso do alemão tenha sido algo coletivo. E bom, creio piamente nisso. Penso que todos contribuiram.

Por isso minha admiração. Ele se mostrou um ótimo lider e motivador Diria que foi um trabalhador incansável em todas as matérias. O que li a seu respeito me inspira essa impressão. Já notei características como essas em vários multicampeões. Penso que há algo além do talento esportivo nesses caras. Talvez seja o senso coletivo e a capacidade de motivar uma equipe a trabalhar incansavelmente por seu objetivo de ganhar o Mundial de Pilotos, e como consequência, o Mundial de Construtores. Vai saber. Saboreio essa possibilidade com satisfação.

Egoista? Sim, penso eu.

Mal caráter? Não, jamais o apontaria como tal.

Certa vez Verde disse não entender como existe tanto ódio por um cara cujo maior crime consistiu em atitudes egoístas numa pista de corrida. Pior é que esse tipo de atitude eu vejo aos montes: Lauda, Senna, Prost, Piquet, Vettel e Alonso, dentre outros, me mostram isso. O que possuem em comum? São pilotos multicampeões. E, penso eu, deram sinais de egoísmo na pista e também no backstage – é assim na música; na F1, paddock, né?

Num esporte tão cruel cuja competitivade e individualismo são elevados à níveis obscenos, penso ser necessário essa dose de egoísmo. E urge ser cavalar, nada de homeopatia aqui, ok? Frieza e dureza ajudam muito na hora de se impor. Todos precisamos desses predicados em algum momento da vida:

  • Terminar um namoro;
  • conquistar a (o) namorada(o);
  • pedir aumento;
  • reclamar injustiça no trabalho;
  • cobrar cachê;
  • cobrar pontualidade;
  • viver em sociedade.

Fica bonito assim, né? É to aprendendo a usar esse tal de WordPress. Já uso fotos nos posts. Falta só descobrir como botarei uma foto de capa. Até lá, faço uma bonitinha, tenho tempo! HAHAHAHA

Enfim. Acho que isso mostra que faço odes e mais odes em homenagem ao alemão que acordou ontem, né?

Fico feliz demais por isso, paciente por notícias e esperançoso por sua recuperação.

Willkommen Meister siebensterne!

Ps.
Este é meu é meu primeiro texto sem revisões. Ou seja, até no preciosismo e perfeccionismo, resolvi seguir um de meus ídolos do esporte. 😀

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Troco um Geezer Butler por todos os baixistas da atualidade.

Heresia, não?

Penso que não! Explico. HAHAHAHA

Ouça a música lendo. Imagine as falas que se misturarem a ela como um exercício de reflexão musical. Didático ou não, cabe ao nobre leitor.

Esse cara pra mim, tritura e come com farinha todas as linhas de baixo feitas nos últimos, sei lá, 35 anos. Seus iguais de seu tempo, são seus iguais, então há um implícito aí.

Esse cara define pra mim um conceito que carrego comigo até hoje:

90% do seu som está em você. Do restante, você pode dividir isso em tudo o que pensar. Do PA até aquele fio fechado por fio isolante, tudo se mistura.

Tudo isso? Tudo isso pensa esse escriba torto.

Essa música demonstra seu timbre mudando e andando junto com a música. Do suave ao tenebroso som de trovão, com a pegada você consegue essas nuances. Se está na mesma altura, temos aí uma compressão que empurra os sons de menor SPL (Nível de Pressão Sonora, numa tradução minha) aos mesmos níveis dos mais intensos.

Qual o sentido nisso?

Pegada!

Cara, pegada é o que eu estudo hoje. Depois de dez anos, me habilitei a tocar baixo em um certo nível. Insatisfatório pra mim, diga-se, mas perfeccionismo patológico aqui é mato.

Com isso, hoje eu consigo me esforçar ao máximo num detalhe que muita gente negligencia: a dinâmica. Não a dinâmica de SPL, mas sim a dinâmica do Timbre. Passo horas pensando sobre isso e no que fazer pra ter um controle de meu timbre a partir de meus dedos.

Outro dia testei um amplificador de guitarra da marca Vox. Valvulado e com dois falanes de 12. Sensacional. Tudo o que sei é isso. Peguei o baixo e fui brincar. Me espantei com a versatilidade daquilo.

  • Tocava fraco: timbre limpo.
  • Aumentava um pouco a força: timbre gorduroso dos anos 70 que as vezes soavam como um WhaWha.
  • Marretava as cordas como Geezer Butler: patada no peito.

Isso me impressionou e me impressiona até hoje. Esse amplificador me deu uns 4% de qualidade que melhorava aqueles outros 90 que falei antes. Não é meu, mas foi sensacional enquanto durou. Já disse ao dono que quero emprestado quando gravar meus baixos. Espero que ele me leia e se lembre. HAHAHAHAHAHA

Já gastei uma grana com baixos. Tentava buscar meu timbre no equipamento e pouco mudava. Não sabia o porque até ter o entendimento de que o som vinha dos meus dedos. Ou seja: de mim.

Já toquei com um guitarrista assim. O cara tem uma pegada descomunal. Nunca toquei com um base tão foda quanto ele. O cara tirava um timbre de uma Zoom vagabunda impressiona uma galera, incluso eu.

Também toquei com guitarrista que gasta uma grana em equipamento e seu som pouco muda. Imagina o porquê?

Enfim. Tudo isso pra dizer que nem sempre aquela melhora que buscamos está no equipamento, mas sim em nós mesmos. Conheço o exemplo de um cara que gastou uma grana e fez de um SX um Fender Marcus Miller. Insatisfeito, comprou o próprio Fender Marcus Miller.

No final das contas ele disse que percebeu que ao conquistar o objetivo do baixo tão sonhado “quem precisava de upgrade era eu”.

Isso é muito musical. A dança é uma forma de tocar um instrumento. O corpo. A música ocorre ali também. Os dedos, as mãos, as pernas, as cordas vocais e o que mais for, dançam como o corpo da pessoa que é dançarina.

Concluo que a música é parte interna de nós. E a forma como somos, determina como será a música. Se você tem pegada, tocará com pressão, como o refrão dessa música. Se você é suave, tocará pianinho como a parte mais lenta da música. E acredite. Ambas são harmoniosas; nunca opostas. Cada qual à sua maneira, elas se completam e são igualmente admiráveis.

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Hora de personificar o “menos é mais”.

Madrugada insone após um despertar repentino. Nada melhor que audição agradável. Essa música é a personificação do menos é mais. Gosto de Rock. Portanto, peso, força e personalidade são características que me impressionam.

Como?

Estamos falando exatamente disso! Essa música tem um Riff pesadíssimo, uma cozinha bem marcada que demonstra força e bom, não preciso dizer sobre a personalidade. Ela canta, é uma simpatia e figura no meu Top 5 de Cantores de todos os tempos. Junto com o nome abaixo e Freddie Mercury.

Conheci essa música pelo Glenn Hughes. The Voice of Rock cantou aquilo tudo o que é registrado nos CDs há dois metros de distância. Jamais imaginaria algo tão visceral. Não até conhecer o Estevam Maravilha. Sim, ele é digno da alcunha Wonder que há várias décadas predica seu nome artístico.

Ele comeu com farinha todas as apresentações daquele ano. Ninguém o superou, nem em sonho. Nem ajoelhado suplicando. E tenho dito!

Sim! Sou supersticioso! Com um clássico desses, quem não o é?

Hora de personificar o “menos é mais”.

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Minha definição de um Clássico.

Nem sei se foi 1995 ou 1996. Fred me apresentou essa banda em seu diskman. Começamos com algumas coisas e eu fissurei no ReLoad. Foi então que Afonso o vendeu seu exemplar do …And Justice for All. Cara, aquilo fez minha cabeça entrar em parafuso.

Na mesma época, Rafael me apresentava o Cliff ‘em All. Achamos em alguma locadora de VHS. Outro parafuso. Eu e Fredão discutíamos se Anesthesia era baixo ou guitarra. Eu falava que era baixo, afinal eu enlouqueci, virei baixista por causa dela. Ele, guitarra. Quem se importa? Eramos adolescentes! Isso era sensacionalmente foda de discutir! hahahahaha

Aí me aparece Rodrigo. Ele, Thiago, Daniel fazem piadas por que eu ouço compulsivamente Enter Sandman do Tushino Airfield diariamente. Repetidamente, eu diria. Almoçava vendo, rebobinava a fita, revia, via de novo, ouvia novamente, repetia, e ainda assistia o bis no final da noite. hahahahahaha

Chega o clássico. Fernando me fala de um disco lendário que é uma raridade em Goiânia. Ele tem uma capa azul e é a capa mais foda da história.

E não é que a gente garimpou a cidade atrás disso? Rodamos sebos de Campinas, Canaã, Centro, e onde mais tivesse loja de CD. Deve ter sido uns 2 ou 3 meses.

Puta que pariu. Eu tomo um susto danado com uma capa azul de CD do outro lado da 24 de outubro. Qual é a minha surpresa quando vejo aquilo? RIDE THE LIGHTNING! A lenda. Personificada numa vitrine!

Só tive paz quando comprei aquele CD. E bom, não preciso nem dizer que é o meu CD favorito em toda a história da música. É biográfico esse disco. É visceral do início ao fim. Não preciso falar por cada música, pois cada música é um petardo só por existir. Cada qual com sua característica, chuta bundas e faz do Metallica a minha banda favorita e reforça minha opinião de que é a MAIOR BANDA DE METAL DO MUNDO. Não há quem me convença do contrário. Sou teimoso e me garanto!

Agora é hora de ouvir o petardo!

Ah, triste nota: emprestei pra uma amiga e o CD me voltou todo arranhado e sem a capa original. Tanto faz, a história o faz um produto VINTAGE. 😀

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O Leão está de volta!

O Leão está de volta!

Foi uma corrida difícil, a última de domingo no Canadá. Perdi parte da prova por conta de afazeres domésticos e não vi o início. Ainda não o vi. E pra ser sincero, não tenho certeza se verei. Prestei pouca atenção durante a corrida, mas uma atuação em especial me chamou a atenção: Felipe Massa. Sim, Ricciardo foi o nome da prova, e aplaudo sua exibição soberba. Pena que gostei mais da corrida do brasileiro.

Voltemos a 2008. Por conta de minha faculdade, ali pra 2003 perdi o interesse em acompanhar a Formula 1. Eu havia mudado hábitos. Desde a música que entrou em minha vida até a rotina de sono, fizeram de minha jornada ficasse completamente maluca. Acordar 5 da manhã pra pegar o ônibus 10 minutos depois era algo estafante. Fora isso, tinha o domínio do Schumacher, que deixava as provas previsíveis e aí eu não me importava em acordar pra confirmar mais uma vitória do alemão (Volte Logo, Michael, você é o cara!).

Naquele GP Brasileiro, a TV estava ligada e eu deitei na frente dela pra ver. Não fazia a menor ideia de que era um conflito final entre Hamilton e Massa. Nem preciso dizer que foi eletrizante. Isso são favas contadas por aí. Isso por si só me fez pensar:

“Caralho! O que é que eu estive fazendo nos últimos 4 anos?”

Acompanhei a Inter-Temporada, a Pré-Temporada 2009, a Novela Barrichello e fui agraciado com aquele surgimento da Brawn GP (sim, sou fã de Barrichello até hoje). Não foi como eu gostaria, mas não me importo, gosto daquele campeonato por tudo o que rolou. Prefiro olhar o lado bom. E teve lado bom sim senhor! De lá pra cá, lá se vão 5 anos acompanhando a Formula 1, lendo blogs dos mais variados, conversando com amigos da F1 Brasil no Orkut e caras que se tornaram amigos depois disso.

Esse ano tava se tornando modorrento até Mônaco. Nunca vi um domínio tão acachapante. Todas as pole positions, voltas lideradas e vitórias nas mãos de um único time. A contenda da classificação deu um tempero que remete ao domínio de Woking no final dos 80. Se não tem briga entre equipes, que tal entre pilotos? Ótimo!

Chegamos no Canadá.

Em um determinado momento, a prova começa a ganhar minha atenção. Vettel na frente do Hamilton, o que era muito estranho. De repente, surge Massa liderando pela primeira vez no ano com um carro que não fosse da Mercedes de fábrica. Isso foi histórico. Ricciardo Ganho, mas Massa teve a honra de encerrar uma hegemonia nunca antes vista.

Fico perdido quando ele para nos boxes. Não sei como tá as estratégias e as janelas de pit-stops, pois perdi boa parte da prova. Ele fica para trás e aí começa seu show. Me lembrei na mesma hora de Nigel Mansell. Quando o Leão estava em posição de briga, trocava seus pneus e vinha babando feito um louco que era atrás de seus rivais. E chegava. Enfurecido era a forma que eu interpretava sua chegava.

Massa foi igual. Chegou enlouquecido, com sangue nos olhos, à faca entre os dentes e atacou como eu não me lembrava mais. Foi guerreiro. Combateu. Lutou. Brigou. Bateu.

Pena. Hoje é claro pra mim que foi uma demanda coincidente: Perez abriu demais, Massa fechou um pouco o apex e ambos se tocaram.

Como Nigel, Felipe foi bastante afoito nos ataques, tentava de uma forma, de outra, não conseguia. Tanto faz. Águas passadas não movem moinhos. Gostei sim de sua performance. Bem ou mal, mostrou força e garra. Uma garra que há tempos não via em suas atuações. A bem da verdade, ele teve um final de 2012 primoroso. 2013 eu também gostei. Mas nada foi tão legal quanto domingo passado. Não é um incidente de corrida que vai tirar minha ótima impressão.

O Leão está de volta! E atende pelo nome de Felipe Massa.

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